A Mónica é uma deputada que luta acerrimamente pelas necessidades básicas e prementes da sociedade madeirense. Há dias lia que iam fazer um mini-jardim zoológico nas costas de baixo, perto da imobiliária do golfe. Achei mais um anúncio irrealizável do Albuquerque, quando a Mónica faz de borla enfiar um jardim zoológico num WC e não é tão mino quanto isso. Parece que estou a ver a bilhardeira a sair e anunciar às amigas o "coiso maior" da cena, ou a expressão, "querida, passa-me um tampão por baixo da divisória porque estou a sangrar do ganha pão". A única crítica que se pode fazer ao zoo da Mónica é a predominância de aves exóticas e raras. O WC da Mónica é como abandonar aquele momento de introspeção e deixar entrar o Dário e o Miguel de Sousa nesta casa do pensamento. Credo... já não se pode estar descansados e aliviados.
A Mónica parece estar na problemática da sanita turca, mais além da romena. A relação da Mónica com o WC público, com sanita turca (daquelas antigas embutidas no chão) é como se lá estivesse muito aflita a fazer a necessidades e no momento dos olhos esbugalhados, repara num desenho na porta mesmo em frente, e aproxima-se um pouco para o conseguir ler: - Já comi o Ronaldo! Mais acima, vê outro desenho e outra legenda: - Já comi um bispo com um dildo! Quando nisto vê ainda mais desenho, logo mais acima. A Mónica bastante curiosa aproxima-se ainda mais e lê: - Olha, tem cuidado que estás a cagar fora do buraco!
A Mónica é uma deputada fora do tempo, uma deputada do futuro, aquela que já exige a trivialidade na Madeira da vanguarda do século XXII, onde seremos todos ricos colaboracionistas da corrupção, logo na era do tudo comprado com apartamentos da bolha.
Estamos num tempo onde agora os que são de mundo pequeno descobrem o mundo grande, o "mais mundo", mas penso como seria uma caganeira na Mónica em plena ALRAM, como nada funciona nesta ilha excecional de superlativos, o WC existe mas está fechado, é preciso pedir a chave da retrete... a algum eleito com divisas, ai compreenderia o que é a aflição do povo quando nada funciona e aplicaria o exemplo. Decide aliviar-se no corredor... Entretanto chega um contínuo zeloso do CDS e diz. "- sinto muito, mas vai ter de me acompanhar, vou ter de dar parte ao chefe", ao que a Mónica diz: "- Com certeza, e por mim até a pode dar tudo...".
Eu se tivesse o vencimento de deputado, já teria adicionado mais uma tatuagem com a cara da chave da retrete.
Enviado por Denúncia Anónima
Sexta-feira, 25 de Outubro de 2024
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