Descarbonizar... o PSD!


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A o contrário do que Bruno Melim apregoa, a Madeira está longe de atingir as metas traçadas pela Europa em matéria de descarbonização política. O arquipélago vive mergulhado há décadas, com maior intensidade nos últimos meses, num clima de asfixia política. Desde a comunicação social regional que se assemelha, salvo honrosas exceções individuais de muitos honrados jornalistas, aos canais de comunicação do Governo Regional. Às exonerações políticas de Miguel Albuquerque, Pedro Ramos e Rafaela Fernandes, que fizeram lembrar os últimos e mais sombrios meses de Jardim. Às eleições internas viciadas desde a sua marcação ao pagamento de quotas, com resquícios de democracia musculada da Europa de Leste. Aos silêncios e conivências colaboracionistas da oposição, a troco de matérias que prefiro não mencionar nesta sede, e que denunciarei em momento oportuno perante o órgão próprio, dada a sua dimensão pouco "clean", como o CDS e, mais grave, a deputada única do PAN e os três alegres deputados do Chega, a quem parece que saiu o euromilhões...

Enquanto na Europa o clima torna-se mais respirável, na Madeira o carbono acumula-se quase em ponto explosivo. Afastam-se os bons, os que são sérios e credíveis, e os que pensam por si próprios, e premeia-se a vassalagem, o nepotismo e o "yes man". Os que nunca fizeram nada para além de serem empregados (e fantoches) do PSD. 

A Madeira asfixia sofre si, sobre o oceano que a rodeia, sem futuro para os seus filhos, que saem para zonas de qualidade mais "europeia", e as discrepâncias sociais são cada vez mais gritantes. Os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Os madeirenses para conseguirem ter acesso a habitação na sua terra terão de aceitar viver em bairros sociais. A classe média como a conhecemos está a ser morta pela governação de Miguel Albuquerque.

O icónico deste momento de autofagia politica é ilustrado nesta imagem, que envio ao bom CM, em que um deputado da JSD, que podia marcar a diferença com a sua geração, dá a cara para manter o seu status quo num "regime" caduco em que os seus colegas de turma estão todos a viver em Lisboa e jamais conseguirão comorar casa ou constituir família na sua terra natal. Um bom exemplo do carreirismo politico, sem qualquer crédito social ou profissional, onde o mérito reside na capacidade de "arrebanhar" caciques para a "causa", que é apanágio dos maus sistemas sul americanos. Mérito, quo vadis?

Ser Senhor num feudo é a felicidade do vazio político de quem não almeja mais do que o bem estar do horizonte da sua própria barriga. As urbes prósperas, com distribuição equitativa de riqueza, potenciam essa terrível classe média que pensa e promove a alternância política.

Descarbonizar rapidamente  é o único caminho para que a Madeira possa ser a terra dos nossos filhos e netos.

Enviado por Denúncia Anónima
Sexta-feira
, 25 de Outubro de 2024
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