Domar caciques, trazer a moderação,
a educação e a democracia.
E sta intervenção judicial na Madeira matou uma forma de estar de quero, mando e posso, com noção de completo controlo, displicente por uma habituação de décadas. Quem era e é militante ou cunha do PSD e estava na Função Pública, tinha e tem o privilégio das melhores notas, até entre eles havia disputas. Os comuns mortais não tinham direito a reconhecimento algum, por limites legais, as boas notas eram e são absorvidos ano após ano pelos militantes e cunhas do PSD. Se não receberem é um fim de mundo que gera grandes pressões sobre muitos "chefes".
Mesmo que muitos sonhem que fique tudo igual quando passar a tempestade, com outros líderes, e que alguns ratos do partido estejam a tratar disso, não foram só as cúpulas do partido, do governo e da CMF que caíram, também os seus seguidores que materializavam o ambiente que se vivia. O desafio do PSD não está só em substituir o Governo e as cúpulas do partido, mas também em afastar muitos "caciques" e gente pouco recomendável que fazem a imagem do PSD, por ventura sem que este saiba. São os tais réis do teatro que falam grosso perante a ignorância de muitos sobre quanto valem no partido. Os militantes do PSD também usam o medo e exploram a ignorância.
Esta situação exige alguém limpo, idóneo e com caráter, capaz de meter ordem na casa e acabar com a loucura, caso não queria ser vítima da máquina. O PSD está num momento único para mudar, se não tiver essa coragem, vai continuar a definhar. É preciso uma "chicotada psicológica" e jogadores novos nesta abertura de mercado.
47 anos de poder não trouxe só a grande corrupção, muitos militantes do PSD praticam-na à sua escala, com os conhecimentos e conhecidos que têm. Também com enriquecimentos absurdos por tráfego de influências.
Enviado por Denúncia Anónima
Quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024
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