Ecos de diamante, jornalismo de entretenimento. Como não gosto de comer mastigado, vamos a factos:
- Foi encontrado um diamante entre outros factos que envolvem Calado, em alegada corrupção.
- Surgem notícias que o diamante possui um valor de 50.000€.
- O advogado de defesa aparece nas televisões, convicto que aquele não é o valor real, mas sim das centenas de euro, e invoca a legalidade da avaliação.
- A casa da moeda perante informação falsa, informa que não avaliou qualquer diamante.
- O advogado de defesa aparece nas televisões a referir que o assunto já foi esclarecido, e que acaba por ser um não assunto, deixando prevalecer aquela que é a sua opinião.
Sobre os comentários dos ilustres jornalistas no referido programa (Dossier de Imprensa) a propósito do tema, parece-me importante que atendendo à conduta profissional destes, consultassem as suas fontes, cruzassem informação e averiguassem de onde parte a notícia, antes de tecer quaisquer comentários para os quais são convidados a dar o seu contributo tendo em vista o esclarecimento da população.
Descredibilizar a justiça não é o caminho, não conheço nenhum cidadão honesto e que viva do seu trabalho que desencadeasse uma operação como aquela que os madeirenses presenciaram. Quanto à morosidade da justiça, se é verdade que não há histórico de um arguido ficar tantos dias privado da liberdade, também não ė séria a comparação com a operação Pretoriano. Perante as respetivas diferenças, nomeadamente à dimensão da operação, os meios alocados face às diferentes geografias de investigação e ao local onde decorrem os procedimentos judiciais, a que se junta a ligação das suspeitas/provas, bem como ao enredo e espaço temporal das investigações, tudo faz esticar o timing a que se soma os procedimentos da defesa.
Quanto aos profissionais do jornalismo de entretenimento, precisam de refletir e perceber que função querem ocupar.
Meus caros amigos, o tempo esclarece sempre os factos, e até ao lavar dos cestos, é vindima.
Enviado por Denúncia Anónima
Domingo, 11 de fevereiro de 2024
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