A Madeira é um caso paradigmático onde escrutinar o que fazem aqueles que foram eleitos em prol dos eleitores é quase crime. Habituaram-se a décadas de medo e falta de escrutínio que agora parece normal não exigir nada nem acusar, ao nível da "banalização da corrupção".
Se os Donos Disto Tudo tornaram sua propriedade a democracia da Madeira, financiando partidos, indicando deputados, elegendo e demitindo no governo, manietando o Parlamento ao ponto de decidir em favor dos Donos Disto Tudo e depois cairmos no ridículo dos Tribunais decidirem ao contrário, mas ainda de termos um Orçamento Regional destinado em mais de metade para obras e depois negócios dos Donos Disto Tudo, agora temos Miguel Albuquerque a dizer que "quer, manda e pode" e a mostrar que ele sai quando quiser, sob artimanhas de protelar, fazer arrastar a situação da Madeira até ao final do ano, para confirmarem de fora que isto é uma República das Bananas. Estamos a ver que o "Político Administrativo" foi feito à medida da manutenção do PSD no poder sob quaisquer condições, quando já tem os cargos minados e, paralelamente, uma economia toda nas mãos de meia dúzia, os Donos Disto Tudo Oligarcas, que poderão um dia no seu interesse dinamitar através da economia um outro Governo que não seja do PSD. Querer a regionalização da Justiça seria a cereja no topo do bolo, quando agora já têm amigos por tudo lado a instrumentalizar a Justiça para a corrupção, como veículo "doador" de milhões aos amigos através de Litígios Inventados.
Por outro lado, em último mandato e sem precisar das boas graças do PS, Marcelo mostra-se outro maquiavélico de "facadas nas costas", típica filosofia do PSD. Queria sair com o PSD no poder em Lisboa e desde a maioria absoluta, nomeadamente no discurso da tomada de posse, que passou a ameaçar e a não ser o garante do regular funcionamento das Instituições Democratas. É evidente que o PS não poderia ter ajudado mais, mas agora com mais discernimento percebemos que caso a caso Marcelo acabou pelos seus instintos a chafurdar em todas as democracias do país. Porque o PSD não é mais um partido grande e aglutinador, mesmo que ganhe as Legislativas Nacionais, o que assistidos é ao bloqueio em benefício do Chega e da Corrupção. O plano de Marcelo teve a sua hora de burro e está a sair tudo errado, quando o país não tinha problemas de maior na governabilidade. Agora seremos uma Espanha e divisão traz divisão, Instituições fracas e corrompidas geram mais extremismo e radicalismo
A democracia da Madeira, com mais ou menos pormenor ou com mais ou menos cargo não controlado por um elemento da máfia, criou condições para o PSD nunca sair do poder, até mesmo neste caso particular já anotado para corrigir em futura revisão do político-administrativo. Se tiverem deputados escolhidos pelos Donos Disto Tudo será fácil. A Madeira tornou-se uma fossa séptica. Agora só falta mais um satélite do PSD ajudar (link) e Marcelo chafurdar. Assim é natural uma oposição acomodada a ajudar, salvo raras exceções, todos ganham o seu com a democracia, menos o povo que vai empobrecendo mais e mais.
Estamos na Madeira, lugar onde a comunicação social, também do poder, mete medo sobre a perda de "dinheiros" quando temos um Presidente do Governo egocêntrico que não enfrentou o Parlamento, não submenteu o Orçamento Regional, furtou-se ao debate e é a razão da situação. Não se está importando com o medo nem dinheiros, quer resolver a sua vida da melhor maneira paralisando a Madeira. A propaganda está ferida de morte.
Enviado por Denúncia Anónima
Segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024
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