H á dois mundos completamente diferentes na Madeira, uns pobres, mal pagos e sem oportunidades, usurpadas integralmente por uma elite que se pavoneia dando de cheirar a sua riqueza, suportada na riqueza criada pelos pobres. Há muita gente de duas caras e há segregação, parece que a democracia e as eleições são a única coisas que ainda os unem por meses, pela necessidade de renovar o poder.
Dizem que segregação é um processo de dissociação, onde indivíduos e grupos perdem o contato físico e social com outros indivíduos e outros grupos. Um distanciamento social e físico fundamentados motivos biológicos ou sociais como raça, riqueza, educação, religião, profissão, nacionalidade, entre outros. Aqui na Madeira a segregação dá-se com o ser ou não do partido, e teres um tachinho que te torna importante e integrado. Alguns existem para facilitar quem segrega.
Para viver e para ter sucesso, muitos aderem a este poder mesquinho, são colaboracionistas que sabem de tudo mas têm a capacidade de mudar a sua personalidade, de "amigos" e valores para estarem com aqueles que vencem e lhes podem proporcionar boa vida. A vida de vendidos. Recordo que este poder está lá porque recebeu votos e percebe-se a cada eleição como muitos são egoístas e deixaram de pensar no coletivo.
O problema é que a elite nunca será a maioria e, se isto continuar assim, viverão como na Venezuela atrás das grades das suas casas. Há uma quantidade de pessoas que sabem que a sociedade está por péssimos caminhos, acontecem coisas de bradar os céus entre os protegidos, uma Justiça que não funciona, uma polícia atada, os pilares da democracia que não funcionam e as instituições minadas por tachistas que acumulam como bufos e vigilantes.
Há outras pessoas que sendo de outra estirpe, e sabem que nada disto está bem, deixam-se no conforto dos seus rendimentos, porque não se julgam capazes de mudar este mundo que afinal é uma ilha, também eles com a capacidade de omitir, fingir e se tronarem dóceis ao poder que mata, apesar de não concordarem. Algumas vezes penso que o Sérgio Marques foi um tubo de ensaio que deixou indicações.
Portanto, tudo isto só muda com alternância para quebrar a máquina oleada, e pouco importa se os novos são ou não bem sucedidos, a vitória de quebrar este monstro valem bem os 4 anos. Num mundo com tantos desafios e em crispação, de loucos e de falência ambiental, dá dó ver onde estamos e nos entretemos. Os políticos são péssimos, o governo é ainda pior e as pessoas acomodam-se a bem e a mal.
Os verdadeiramente bons e com valores não podem jogar limpo com a escumalha e a mediocridade instituída. Lamento concluir assim.
Enviado por Denúncia Anónima
Sábado, 21 de Outubro de 2023
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