C hegou-nos uma denúncia que, por não vir acompanhada de provas credíveis decidimos, não publicar como chegou. A Denúncia lança suspeitas sobre dois conhecidos políticos do PSD-Madeira no ativo que pelo seu direito inalienável à presunção de inocência, decidimos não identificar.
Como é público, o princípio da presunção de inocência vem consagrado no Artº 32 nº 2 da Constituição da República Portuguesa e significa que toda a pessoa é considerada inocente até ter sido condenada por sentença transitada em julgado.
A denúncia refere que um dos políticos quando tomou conhecimento que o outro político estava a ser investigado pelo Ministério Público noutro processo, decidiu desvincular-se apressadamente de sócio de uma empresa comum, o que não é ilegal nem suspeito.
A denúncia refere ainda o bom nome do empresário Alan Borges como associado dos dois políticos. Alan Borges é um conhecido mecenas de causas sociais na Madeira, nomeadamente no projeto “Grita que eu escuto” onde doa Cadeira de Rodas e outros meios a madeirenses necessitados.
A denúncia, entre outros nomes, acusa o referido empresário de ligações a sociedades secretas como a maçonaria, mas o simples facto de alegadamente possuir uma tatuagem maçónica no braço não é prova bastante.
A 24 de maio de 2016, o Diário de Notícias publica na página 5 um artigo de uma página sobre o referido mecenas, onde este confessa o seu passado difícil e que inclui o crime e a prisão efetiva. Já na altura o empresário queixou-se de que era vítima de preconceito e perseguição por ter apoiado o candidato João Cunha e Silva à liderança do PSD-Madeira.
De referir ainda que, na sequência do escândalo do Panamá Papers, a 21 de abril de 2016, o programa “Sexta às 9” da jornalista Sandra Felgueiras (Sexta às 9 – RTP Arquivos) ao minuto 11:15 entrevista o empresário que muito honestamente confessa que compra, valoriza e depois vende empresas na Zona Franca da Madeira, o que à luz da legislação não é considerado nenhum crime.
Pelo acima referido, como não se prova qualquer conluio ente os nomeados políticos do PSD-Madeira e o referido empresário, não consideramos do interesse público publicar na íntegra a denúncia que nos foi enviada, sem evidências ou indícios credíveis.
Pela verdade, sempre!
