Alerta trabalhista: o engodo


O Partido Trabalhista Português saúda todos os Assistentes Operacionais, tanto do sector público como privado.

O Governo Regional decidiu criar uma carreira especial de técnico auxiliar de saúde que vai beneficiar, numa primeira fase, 600 dos 1.744 assistentes operacionais do SESARAM.

S im na saúde, porque apenas referiram tal intenção no sector da saúde; é caso para perguntar e os outros Assistentes Operacionais, por exemplo na educação, ficam a “ver navios”? Um engodo do actual Governo Regional sobre criar uma carreira, a dos Assistentes Operacionais na Saúde, em ano eleitoral, já se percebe e compreende este tipo de promessa, o universo de Assistentes Operacionais ajuda a eleger, agora fazer cumprir a promessa é o que se verá.

É importante relembrar que quem destruiu em Portugal as carreiras foram os governos da república e neste particular, o PSD e o PS, são actores políticos responsáveis por essa destruição, governos de Sócrates e do actual ministro da saúde, Manuel Pizarro e logo depois Passos Coelho. Aqui na Madeira o PSD aproveitou e alinhou, meteu tudo no mesmo saco e a culpa claro da República.

Nunca o Governo Regional se preocupou com carreiras, só quando o chão eleitoral fica um “pântano de areias movediças”.

Concordamos em absoluto com uma carreira de “Técnicos Operacionais na saúde”, mas que englobe todos os Assistentes Operacionais, sendo importante que se respeitem os preceitos constitucionais, princípios de igualdade, equidade, entre outros.

Também o GR sabe que uma carreira não nasce por geração espontânea, terá que construir como uma carreira técnica especial para profissionais do sector operacional, caracterizando  e definindo categorias que permitam regular as progressões. Não podem continuar então, todos os operacionais no “mesmo saco”, nem todos serem pagos pelo mesmo e sempre igual ordenado mínimo nacional, categorias, antiguidade, avaliações e progressões na carreira, devem ser perfeitamente definidas e reguladas.

Também sabemos que ingressar numa carreira especial implica ter formação certificada, e isso levanta outras questões:

  • a formação académica no ensino profissional
  • a abertura de complementos de formação, para quem já é Assistente Operacional no activo, sejam do privado ou do sector público.

Fica assim o alerta trabalhista, a promessa do governo regional “traz água no bico” e, não sendo muito fácil de implementar, também poderá facilmente se desculpar do seu eventual incumprimento, o que não seria a primeira vez a acontecer.

Portanto, a todos os Assistentes Operacionais e em especial os seus organismos de representatividade, um alerta, podemos estar perante apenas um engodo eleitoral.

No entanto, o PTP defende e sempre defendeu, a criação de uma carreira para a área operacional, onde os técnicos sejam valorizados e reconhecidos.

Partido Trabalhista Português

Enviado por Denúncia Anónima.
Quarta-feira, 21 de Junho de 2023
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