05/01/2026, 20:53:36 Dói entrar no quartel e sentir que o ar mudou.
Onde antes pulsava o espírito de missão, a camaradagem e o orgulho de pertencer a uma família, hoje paira uma sombra pesada. É uma tristeza silenciosa, que se infiltra nas fardas e torna o passo mais pesado a cada turno. Não é o cansaço das ocorrências que nos abate. O bombeiro está habituado ao suor, ao perigo e à falta de horas de sono. O que nos mata por dentro é a prepotência que substituiu o diálogo. É a falsidade que tomou o lugar da confiança. Ver o comandante Paulo Leme e o presidente Martinho Freitas gerir este corpo de bombeiros como se de um feudo se tratasse, onde o seu ego e a sua imagem valem mais do que o bem-estar de quem dá a cara no terreno, é uma ferida aberta na nossa honra. Um verdadeiro líder deveria ser o nosso escudo, mas tornou-se a nossa maior incerteza. Quando colocam as suas ambições e o seu orgulho à frente das necessidades dos seus homens e mulheres, eles não estão apenas a falhar com o corpo de bombeiros; estão a atraiçoar a população que jurámos proteger. Uma equipa desmotivada, perseguida e tratada com arrogância é uma equipa que sofre em silêncio, e esse sofrimento reflete-se na segurança de todos. E desolador ver uma vida de dedicação ser ignorada por quem prefere ser temido a ser respeitado. O quartel deveria ser a nossa segunda casa, mas sob esta liderança, tornou-se um lugar de vigilância e desconfiança. As decisões não são tomadas para melhorar o serviço ou para valorizar o bombeiro; são tomadas para alimentar um poder que é passageiro.
Afinal os Estados Unidos também gostam de governos fantoche como a Rússia de Putin. Afinal Trump mente tanto como Putin, mas atrapalha-se muito mais em contradições, quer petróleo e minerais e não se importa com a democracia, basta ver que aqueles que ganharam as eleições na Venezuela não são considerados pelos EUA. Afinal os EUA também vão pela ilegalidade. Os americanos deram cabo do Direito Internacional mesmo com toda as acusações contra o ditador. Significa que se abriram precedentes para um futuro negro, sem regras, com base na força e na violência, onde a única verdade e juiz são os EUA, aqueles que não respeitam a ONU, o Tribunal Penal Internacional, acordos ambientais, etc. Os EUA invadiram a Venezuela como a Rússia de Putin fez à Ucrânia com intenção de substituir o Governante. Desrespeito a soberania. É lógico que quem sofreu com a ditadura esteja feliz, mas em breve será agridoce. Trump deu cabo do Direito Internacional, chamou a atenção dos "aliados" com novas pretensões para a Groenlândia, criou ódio sobre os americanos que se associam a outros numa mescla impensável. Os EUA, não vai ganhar nada que valha a pena, e ainda por aqui vamos. Os americanos terão riqueza minerais para vender a quem se for um país considerado não confiável. Os EUA estão-se a tornar numa imensa Tesla.
