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| Se querem mais turistas, usem autocarros e um rede pensada para o efeito. |
É insustentável o aluguer de carros para toda a massificação do turismo.
O meu texto anterior: Um aviso aos donos das rent-a-cars e seus clientes. (link)
A resposta que recebi no Facebook:
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P ara aqueles que não viajam e estão na narrativa deste poder besta, o senhor Teófilo Escórcio pode ser um grande herói. Para aqueles que ganharam um pouco de cultura apercebem-se com o senhor Teófilo Escórcio a natureza dos erros que se cometem na Madeira. Culpados da situação. Pessoas que não querem evoluir e deixar evoluir a Madeira, são mentalmente aqueles que só pensam em si e que noutras áreas não permite um Armas (ferry), um LIDL, etc,
A Madeira pode ter os números que quiserem, mas os madeirenses estão cada vez mais pobres, escravizados, sem poder de compra, sem habitação, sem serviços públicos como a Saúde para retornar os impostos que pagam. A burocracia é miserável para fazer-nos desistir porque nada funciona.
A Madeira é pobre porque se instalaram alguns empresários que não deixam a Madeira evoluir e querem toda a gente empregada em hotéis e obras, justamente os dois sectores que já vimos, em 50 anos, que não puxam a população para cima. Querem continuar a abrir mais hotéis, a fazer mais obras, e vão inventar onde encaixar turismo com o elástico, a meter mais carros de aluguer e a tornar a Madeira cinzenta de obras inventadas.
Na Covid, a pandemia, paralisou tudo e mostrou o erro da Madeira, as suas monoculturas do Turismo e das Obras. O Turismo parou, nas obras, como sempre, não respeitaram as directrizes de saúde porque mandam na ilha. Mas pode não ser uma pandemia, pode ser uma guerra na Europa. É preciso usar a cabeça e ver as fragilidades das monoculturas.
Depois da Covid insistiu-se ainda mais no mesmo, em vez de se diversificar, o Turismo e as Obras "matam" os madeirenses, os mais novos estão formados para outros desafios e saem da Madeira que só quer Turismo e Obras, o resto é folclore para embelezar a realidade. É assim que nasce menos do que morre na Madeira, porque os mais novos partem, e é assim que, a Madeira em vez de dar o salto, está amarrada a Turismo e Obras que geram trabalho da pobreza, porque alguns empresários são o verdadeiro governo nesta terra e o resto é paisagem. Na Madeira ficam os que não podem ir mais além e que contribuem para as monoculturas, porque é o que sabem fazer. O senhor Teófilo Escórcio tem essa mentalidade e está muito confinado no seu pensamento, com certeza com algum interesse pessoal, o resto para ele também é paisagem, as novas gerações e os que trabalham em outras áreas.
Assim, a Madeira não atrai os melhores profissionais noutras áreas, as oportunidades estão lá fora. Vêm os menos formados estrangeiros para Hotelaria e Obras. Os regressados da Venezuela usam o seu pé de meia no comércio ou pedem emprego ao PSD porque precisa de votos.
O senhor Teófilo Escórcio desencadeou em mim uma mudança de comportamento, no outro texto eu disse que não era do Chega, pois neste digo que não sou do Chega mas passo a votar no Chega. Tirei esta experiência. Eu já votei em comunistas quando os ladrões dos banqueiros puseram portugueses na miséria e tiveram o apoio que mais ninguém teve na Troika e quando o PRR é para os mesmos de sempre se lambuzarem. Portanto o voto é uma arma.
Mas há outra transformação em mim, eu escrevi um texto para um site de opinião pública, única coisa livre que vejo nesta terra, agora não vou escrever e vou começar a hostilizar todas as bestas de turistas que apanhar pela frente. Eu não vou para a terra deles tomar conta de tudo, de aumentar os preços, nem alugar carro e me por a fazer asneiras, uso transportes públicos. Portanto, é verdade que há gente que não é fascista a votar no Chega, porque a Região e o País não ouve.
Quero ainda dizer ao senhor Teófilo Escórcio, e os amigos que estão a destruir a Madeira (tipo Fanal), que eles são responsáveis pelo gradual desaparecimento dos madeirenses na sua terra. Já mostraram um estudo em que passamos para metade da população, mas com certeza isso será a alegria de muitos estrangeiros menos formados para trabalhar na hotelaria e nas obras. Este governo, a mentalidade do senhor Teófilo Escórcio e alguns empresários desta terra é de pensar com o umbigo e são o "inimigo externo" da larga maioria dos madeirenses.
Sou profissional da estrada, trabalho numa área para qual não me formei, meus 3 filhos estão emigrados e tenciono sair daqui na minha reforma. Para ser um país ou região desenvolvida não precisamos desta insustentabilidade, desta balbúrdia, deste caos, desta falta de respeito pelos outros, só porque alguns na Madeira amarram os madeirenses aos interesses e egoísmo do seu umbigo. Quero dizer que países com alto índice de desenvolvimento humano impera o silêncio e nos subdesenvolvidos impera o caos, o barulho, a confusão, o exagero e o desconforto para os seus, têm castas que mandam e existe pobreza porque não sabem governar para todos.
A Madeira afinal não é dos madeirenses nem como os madeirenses quiserem. É no interesse de uma casta que não pensa nos outros, que substitui os naturais por turistas e estrangeiros com dinheiro, porque outros países é que devem tomar conta de nós, governar para nós e não infraestruturar amigos para pagarem campanhas. Aqui começa uma intenção de voto...
Contem que deixei de criticar e de escrever, passei a ser hostil, porque não querem saber da minha opinião e da realidade medonha desta terra.
A Madeira vai deixar de produzir bananas porque não vai haver gente para cultivar, nem estrangeiros, porque se torna muito cara, porque o Governo usa para empregar a sua gente que vão contra a cultura e porque a construção vai comprar os terrenos. Já ninguém emigra para a Venezuela ou África do Sul, antes são eles que fogem para onde podem e muitos não é para a Madeira, é para onde se fale espanhol e inglês. Já ninguém emigra para a Venezuela ou África do Sul porque os mais novos têm outra formação e esses não são países de sonho para as suas habilitações. Agora, a Madeira como vai, será (é) já um pouco de Venezuela e de África do Sul.
Finalizo dizendo que a Europa vai decidir onde a Madeira deve investir, vai haver menos dinheiro para obras. O turismo vai decair porque mesmo com muitas medalhas o que conta é a experiência. Basta as low costs se chatearem ou o governo não fizer o que querem para isto dar um tombo, vão exigir cada vez mais até o Governo se entalar. Urge outro modelo.
P.S. 1: as novas rotundas estão pensadas para veículos longos ou só rent-a-cars?
P.S. 2: qualquer dia os parques de estacionamento são imensos para um pequeno atrativo.
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