O Miguel de Sousa e as narrativas que levam a água ao seu moinho.


Caro Miguel de Sousa,

Li o seu texto no DN Madeira (link) e, confesso, não consegui conter uma boa gargalhada. Não porque a situação que retrata seja particularmente cómica, mas porque o verdadeiro traído aqui, pelo que vejo, é o bom senso. Miguel, meu caro, antes de apontar dedos e lançar acusações ao vento sobre traições, é importante olharmos para dentro, não acha? Vejamos: quem é que está verdadeiramente a trair os madeirenses? Será o povo ou o senhor Miguel Albuquerque, que, bem abrigado pela imunidade parlamentar, foge de possíveis consequências pelos seus atos?

Essa, sim, é uma verdadeira traição. Enquanto o povo luta, sofre e paga pelos erros de quem está no poder, o seu homónimo político protege-se como pode, sem vergonha na cara, com a capa dourada da imunidade. E, claro, de consciência bem tranquila, que essa há muito parece ter ido de férias permanentes para algum lado longe das responsabilidades. Falar de traição, quando se tem ao lado alguém que recorre a todos os truques e manobras para não ser responsabilizado por nada, parece, no mínimo, uma ironia de mau gosto.

Miguel de Sousa, tem idade e experiência de sobra para reconhecer o que está errado e, quem sabe, para redimir-se pelos seus próprios erros. Talvez seja tempo de olhar para o espelho, enfrentar o passado e perceber que as traições de que fala não vêm do povo, mas sim de quem lhes vira as costas quando mais precisam. Aqueles que juraram servir a Madeira e os madeirenses, mas acabam por servir-se a si próprios, traem todos os dias quem neles confiou.

E, já agora, uma pequena nota final: os palavrões nos seus textos no DN Madeira não lhe ficam nada bem. Um pouco mais de compostura, por favor. Afinal, escrever para um jornal deveria exigir alguma elevação. Fica-lhe mal. Mas, como diz o povo, cada um dá o que tem, não é verdade?

Um madeirense que não se deixa enganar.

Enviado por Denúncia Anónima
Quarta-feira
, 23 de Outubro de 2024
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