As Três “persona non grata” da Desgraça Madeirense: Um Ensaio Satírico
U ma pitada de corrupção, "monopolismo" e favores entre amigos. Hoje, vamos falar sobre três personagens ilustres, quase mitológicos, que todos adoram não ver por cá. São eles: Luís Miguel de Sousa, Miguel Albuquerque e Pedro Calado. Um trio tão harmonioso que até deviam formar uma banda. Chamavam-se "Os Non Gratos" e o seu primeiro álbum seria "Desvios e Monopólios – Hits da Imunidade".
1. Luís Miguel de Sousa: O Lobo do Marinho
Começamos com o querido Luís Miguel de Sousa, o homem que nos "oferece" o Lobo Marinho. Para quem não sabe, o Lobo Marinho é aquele ferry que faz a travessia entre a Madeira e o Porto Santo, e só. Porque Deus nos livre de termos uma ligação direta entre a Madeira e o continente! Seria um sacrilégio! Afinal, quem precisa de um ferry que realmente ligue a ilha ao resto de Portugal quando temos voos cancelados, turbulência garantida e preços a fazer inveja a uma viagem de luxo?
A lenda diz que sempre que alguém tenta sugerir um ferry para o continente, o Luís aparece, qual guardião do monopólio, a acenar com a sua bandeirinha de "não dá, é impossível, não é rentável" – como se todos os ferries do mundo, de repente, decidissem falir só de pensar em atracar no Caniçal.
2. Miguel Albuquerque: O Homem de Ferro... da Imunidade
Seguindo para o nosso segundo "non grato", temos o ilustre presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque. O homem é uma verdadeira obra-prima da política contemporânea, um Houdini dos tempos modernos. O truque dele? Fazer desaparecer suspeitas de corrupção como se fossem coelhos de um chapéu mágico. Dizem as más línguas (e as boas também) que há uns dinheirinhos públicos que, de vez em quando, ganham vida própria e se mudam para contas que têm o sobrenome "Albuquerque". Mas quem somos nós para julgar? Afinal, ele tem imunidade parlamentar, o equivalente político a uma capa da invisibilidade. Vê-lo responder por alguma coisa? Era o que faltava! Na Madeira, até as tempestades de verão são mais previsíveis.
Miguel tem esta arte de "resolver" tudo sem resolver nada. Falta de habitação? Ele constrói uma rotunda. Problemas de saúde? Mais uma rotunda. E quando o desvio de fundos aparece nas manchetes, lá está ele com um sorriso, a dizer que é tudo um mal-entendido... ou talvez só mais uma rotunda.
3. Pedro Calado: O Mestre da Justiça... de Luxo
Por último, mas definitivamente não menos problemático, temos Pedro Calado, o homem com um gosto caro para advogados. É que não é todos os dias que se ouve falar de alguém que paga 1.500 euros à hora (1500 euros à hora!!!!) a um advogado para provar que, vejam bem, não desviou dinheiro da Câmara do Funchal. Pedro é o tipo de pessoa que acredita que, se te acusarem de roubo, a melhor defesa é contratar o advogado mais caro da praça. A ironia é tão densa que até faz sombra.
Mas calma, ele não está preocupado com as provas, porque na política madeirense, "provas" são como unicórnios: todos falam delas, mas ninguém as vê. Portanto, enquanto nós, simples mortais, nos debatemos com as nossas contas de eletricidade, Pedro está tranquilamente a gastar o equivalente ao salário anual de um madeirense em honorários para, como ele diz, "esclarecer tudo". E o mais curioso? Ele continua por aí, a fazer de conta que nada aconteceu, com o sorriso de quem acabou de encontrar uma nota de 500 euros no bolso de umas calças que não usava há anos.
Vocês os Três, Nunca Serão Bem-Vindos!
E assim, meus caros, temos o trio que transforma o paraíso atlântico num verdadeiro circo. Com Luís a bloquear qualquer ferry que não tenha o seu selo de aprovação, Miguel a fazer malabarismos com dinheiros públicos (e sempre a cair em pé, claro) e Pedro a gastar quantias obscenas para provar que não fez o que todos acham que fez. Vocês os três, podem continuar a reinar nos bastidores, mas para o madeirense comum, o vosso espetáculo já passou do prazo de validade.
Enviado por Denúncia Anónima
Quinta-feira, 24 de Outubro de 2024
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