P ensei nisto nesta manhã debaixo do chuveiro, sou artista de chuveiro, e enquanto não me sequei para escrever e não me esquecer, não descansei. O Correio da Madeira tem algo muito de íntimo, o que se pensa e que ninguém abre a boca porque pode parecer mal ou aparecerem os javardos dos perfis dependentes do poder. Uns Golden Browns adictos do seu bem estar e prazer.
Estive a cantarolar a inebriante sonoridade de Golden Brown e achei que é cara a chapada da Madeira, negação, superlativos, ambiguidade ... desastre.
Nesta semana foi apreendida uma quantidade descomunal de droga e que se tornou na maior apreensão do ano no país. Como entra e quem permite, somos uma ilha? Ou entra de avião, nos porta-contentores de Luís Miguel Sousa (que bom não haver ferry), pelas marinas ou pelo desembarque nas costas. Atirar pacotes de avião não acredito. As autoridades têm como mapear as águas para detetar embarcações suspeitas e nas outras oportunidades temos autoridades a receber. Alguém sem dúvida tem poder para manietar o sistema com cúmplices ou colaboracionistas.
Todos sabemos que existe muita droga na Madeira, da cara para as festas do poder com orgias ou da barata que enlouquece e os põe nus ou aos trambolhões na rua. Repararam como estas notícias desapareceram? As notícias são o barómetro, se querem mais dinheiro o ralo fica largo, se estão bem "acarinhados" o ralo aperta. É assim transversalmente em todas as áreas na Madeira. O jornalismo é, hoje em dia, um negócio de imagem pública e não de notícias.
Andamos na ambiguidade, na negação ou desvalorização, são estas as soluções que tratam dos problemas na Madeira... os problemas prosseguem. Nós vimos a droga a tomar conta da capital, em crescendo, porque quanto pior .. melhor para um determinado apanhado da Justiça que, nas funções de vice-presidente, deixou andar. Era todo poderoso e não mexeu uma palha, agora é vê-lo como está ...
A música "Golden Brown" dos "The Stranglers" tem ambiguidade, para alguns é uma esbelta para outros a heroína. Mas, mesmo assim, a esbelta mulher de pele dourada, paixão do vocalista, assemelhava-se à heroína, uma paixão romântica como ela, envolvente e viciante.
Para outros a mensagem é mais direta e "Golden Brown" é uma metáfora àquela droga, às sensações de prazer e conforto associadas aos efeitos da droga. "Every time, just like the last" parece um sentido de tempo e de urgência ou fim, com os membros da banda que mantinham experiências com a Golden Brown. Às vezes ponho-me a pensar na quantidade de metáforas que o Governo de Albuquerque tem, qual banda adicta, à semelhança de Golden Brown, na mentira permanente, na negação constante, no superlativo suspeito, nos amantes das notícias urdidas como isqueiro debaixo da colher ou da seringa de prazer. São doses cada vez mais cavalares.
Anda tudo tresloucado.
Mas o que estarei a delirar, longe de eufórico, a ilha é todo um contrário com o madeirense a desaparecer sem soluções. A mando de drogados? A música continua atual e nem letra nem música se perdem com os anos. A Madeira é um Golden Brown que o bailinho deixa passar. A música acerta na juventude da maioria do nosso Governo, sobretudo do Presidente, um Golden Brown para ele, será que sabe tocar isto a piano?
Enviado por Denúncia Anónima
Sábado, 26 de Outubro de 2024
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