J osé Prada, o "magnata" da Ilha da Madeira, não é apenas uma lenda da sua rua; é também advogado e deputado do PSD, o que o eleva a um nível ainda mais "respeitável" de procrastinação profissional. Entre os corredores da Assembleia, é conhecido por recorrer à imunidade parlamentar com a mesma frequência com que recorre ao botão de soneca do despertador. Afinal, para que servem as leis, senão para serem contornadas com elegância? Como advogado, é um mestre em navegar os mares agitados da burocracia, mas é no parlamento que ele realmente brilha, exibindo a sua habilidade de não responder diretamente a qualquer pergunta. Quando não está ocupado a "lutar" pelos interesses do povo, está a sonhar com o seu próximo grande projeto inacabado. No fundo, José sonha secretamente em tornar-se o maior exportador de nada para o resto do mundo, usando, claro, a imunidade parlamentar como seu cartão de embarque.
Sim, ele foi constituído arguido, mas como qualquer lenda da imunidade parlamentar, conseguiu transformar este episódio numa comédia jurídica. A Polícia Judiciária bem tentou alcançá-lo, mas José, mais escorregadio do que uma banana madura da Madeira, fez valer o seu superpoder de deputado: a imunidade. Enquanto os agentes batiam à porta, ele provavelmente estava no sofá a contemplar as nuvens, com um leve sorriso de quem sabe que, no jogo da política, o botão da imunidade é o verdadeiro trunfo. Dizem que até já pensa em lançar um workshop: "Como ser arguido sem sair do sofá".
A Polícia Judiciária, frustrada na sua missão, viu-se a braços com um daqueles momentos em que a justiça e a imunidade parecem estar a jogar às escondidas, com José a ganhar todas as rondas. No entanto, há quem ainda mantenha uma pontinha de esperança de que um dia a justiça venha a ser mais ágil do que os meandros legais que tantos, como ele, usam como escudo. Talvez um dia, quem se esconde na imunidade parlamentar tenha de prestar contas com a mesma rapidez com que se recorre a ela. Até lá, José Prada continuará a ser o exemplo vivo de que a justiça é cega... mas às vezes é só porque anda ocupada a tropeçar nos obstáculos da imunidade. Quem sabe, num futuro não muito distante, possamos ver a justiça correr tão rápido quanto as notícias dos feitos (e malfeitos) daqueles que a evitam com um sorriso no rosto e um título na mão.
Enviado por Denúncia Anónima
Quarta-feira, 18 de Setembro de 2024
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