S ervem estas parcas palavras para homenagear e agradecer os tripulantes de ambulância do SESARAM, o trabalho valoroso e imprescindível que desenvolvem em prol dos doentes na RAM. Estes profissionais calcorreiam a nossa ilha, sobem e descem veredas carregando doentes, quer faça sol quer faça chuva, com a força dos seus braços.
Desempenham uma actividade de elevado desgaste físico e psicológico, praticamente de forma anónima e, não devidamente reconhecida pelos responsáveis do SESARAM. Lido com estes profissionais há alguns anos, pois tenho familiar doente, que recorre ao serviço de transporte de doentes com frequência. Nos últimos tempos, tenho ficado chocada com a carga de serviço a que são sujeitos estes Homens.
Acompanhando o meu familiar na ambulância, apercebo-me que estes profissionais são sujeitos a uma pressão inaceitável por parte do SESARAM, quer pela carga de serviço, quer pela forma como são tratados pelos seus superiores. Assisti a um telefonema na ambulância, de um chefe para um tripulante, num tom ameaçador, inqualificável, diria vergonhoso numa empresa pública. Confesso que fiquei incrédula ao saber que estes “heróis”, apenas auferem pouco mais que o salário mínimo nacional para desempenharem semelhante tarefa hercúlea. É notória a insatisfação e desmotivação que estes profissionais transparecem nos últimos tempos.
Da minha parte, fica o testemunho e o agradecimento, pelo trabalho notável que desenvolvem em prol dos doentes na RAM.
Adere ao nosso grupo do Facebook: Ocorrências CM
Segue o site do Correio da Madeira
