T oda esta polémica (Internas do PSD/M) trouxe a público uma verdade, que sempre esteve à vista de todos, mas nestes dias foi assumida sem qualquer pudor: A nomeação de amigos para cargos de direção.
Esta situação mostrou que se confunde amizades com PSD, PSD com Governo e Governo com amizades. Assumiu-se publicamente que se nomeia em prol de um feudo em detrimento de competência.
Isto sempre foi claro, mas ao vir nos jornais, parece-me claramente que salta da esfera da ética para a esfera da justiça, devendo configurar um caso de favorecimento pessoal. Mais um para a coleção dos "presumíveis inocentes".
Bastaria cruzar as listas do PSD com as listas de nomeações para Técnicos Especialistas, para se perceber a relação entre partido e governo. Podemos ir mais longe e cruzar a lista de vencimentos de quem faz parte do PSD e de quem não faz.
No "funcionarismo público" perdem-se pessoas de valor e competência porque se privilegia o feudalismo, a partidarite e o compadrio. Perseguem-se pessoas capazes, esvaziam-se secretárias de competentes para que não façam sombra aos amigos nomeados. Temos funcionários com anos de experiência e know-how subvalorizados e temos Técnicos Especialistas que, a sua única especialidade é levar para casa um ordenado 3x superior ao dos funcionários normais.
Há uma enorme falta de reconhecimento de quem se dedica à instituição, para se reconhecer quem anda de bandeira laranja na mão.
Com isto, perdem os serviços, perdem os verdadeiros e trabalhadores públicos (conotados com os vadios das nomeações) e perde a nossa população, que, quando precisa, encontra trabalhadores desvalorizados, motivados e perseguidos.
Outro factor de desmotivação são as promessas de subsídios, que depois, na realidade, são apenas para alguns, novamente, os mesmos...
Enviado por Denúncia Anónima
Segunda-feira, 25 de março de 2024
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