O termo “cubanos” já vem desde 1975 do tempo do “PREC –Processo Revolucionário em Curso” e era utilizado para identificar pejorativamente os nativos do Continente Português. Quem nunca ouviu da boca de João Jardim “Aquele gajo não presta! é cubano!” quando se referia a um político do continente português?
Xenofobias à parte, hoje verificamos que os maiores partidos da Madeira apresentam “cubanos” na lista de candidatos as Eleições Legislativas de 2024 com o objetivo de defender os interesses da Madeira.
Nada contra! Mas o que me preocupa é que parece que a “Raça Superior” já não tem quadros políticos competentes para fazer sequer uma miserável lista de três candidatos. Claro que isto não é novo e já todos nos apercebemos que na Assembleia Regional há muito que temos “cubanos” e “venezuelanos” a defender o povo da Madeira e só temos de lhes agradecer pelo sacrifício!
A verdade é que muitos políticos continentais, sem hipótese de estar nenhuma lista na terra deles, emigraram para a Madeira na busca de melhores oportunidades. No fundo basta disfarçar o sotaque “cubano” e falar pelos cotovelos sobre banalidades para ser escolhido.
A continuar assim, o pior, é que com a Bolha imobiliária, corremos o risco do Alexander Brochinov da Rússia e Mikael Schneider da Alemanha serem os próximos candidatos do PSD e do PS às eleições regionais.
Ironias e humor à parte, a triste realidade é que os jovens madeirenses deixaram de ter interesse na política! Será que ainda não descobriram que a política é um meio de enriquecer depressa e sem esforço? Ou será preferem os telemóveis à política?
Veja-se o estado atual dos dois maiores partidos da Região. Todos conhecem o Bruno Melim, o ilustre Presidente da JSD, mas quantos sabem o nome do presidente da JS? Joaquim? Manuel?
Julgo ser importante que os jovens candidatos a politicos saibam que um modo de começar na política na Madeira é começar por escrever (se não sabem escrever peçam a alguém) artigos no Diário e no JM. Um bom exemplo de sucesso é o Eduardo Jesus que começou a escrever artigos sobre Turismo e Economia e depressa chegou a Secretário Regional.
Meus caros, na política o bom é aparecer. Veja-se o exemplo da Cristina Pedra que tanto orbitou à volta do PS, do CDS e do PSD que agora é presidente do Município do Funchal, sem sequer se ter submetido diretamente a eleições. Como em terra de cegos, quem tem olho é rei, veja-se o caso marido que tentou ser candidato à Ordem dos Engenheiros para aparecer e o caso do primogénito que agora escreve artigos didáticos de macroeconomia no Diário. Com um pouco de sorte, com a falta de quadros, ainda é convidado para fazer parte do próximo Governo Regional!
Infelizmente os melhores não têm essas oportunidades. Veja-se o meu caso, escrevo esporadicamente no Correio da Madeira e ninguém se lembra de mim para nenhuma lista. Será que é apenas porque não assino os textos?
Para que conste eu não assino os textos porque, como não sei nadar, não quero correr o risco de ir bater ao fundo do mar!
Enviado por Denúncia Anónima
Sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024
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