P arece que se virou mesmo o feitiço contra o feiticeiro e a Justiça em Lisboa sabe de muitos "litígios inventados" com segundas intenções na Justiça regional. Sem querer, ou pelo menos nem todos são envolvidos, alguns da esfera da Justiça ajudavam o regime a perverter a própria Justiça resultando em acusações que, pelo menos, entretinham as pessoas para se calarem, até prova em contrário, ou queimar o seu bom nome na praça. Dizem alguns que a situação é bem vinda, porque vai aliviar a Justiça de "tretas da política", porque algumas acusações vão servir de prova contra alguma oligarquia. Quem não se lembra do mais cínico litígio que levou um devedor, por baixo, de 3,8 milhões que acabou por acertar um pagamento de 470 mil. Um parêntesis e quando vão averiguar os milhões perdoados aos oligarcas, por caducidade, na Segurança Social? Há muita forma de ganhar milhões na Madeira, uma é não cobrar! E as concessões alargadas por valores ridículos?
Outra situação que está a intrigar é a quantidade de juristas que o Governo Regional tem para a quantidade de serviços externos que adquire a advogados locais e nacionais, a sociedades de advogados, muitas delas com gente do partido Em contraponto, juristas sem nada para fazer no GR, aparecem na barra do Tribunal, na hora de serviço da função pública, para os seus casinhos. Alguém perde e alguém transgride.
Ainda outra situação vulgar é a troca de favores entre juristas de um lado que vão colaborar a outro como "independentes e isentos", situação que mais não é do que uma roda promíscua de fazer concursos parecerem idóneos, mas que pertencem à mesma matriz política a cumprir favores uns aos outros.
Qualquer um de nós sabia que quando caísse o regime ficaríamos surpreendidos pelo colosso promíscuo, pois só com a amostra já surpreende, vai superar. A Madeira é um cesto de cerejas.
Outro parêntesis, o JM hoje diz que o GR recua no teleférico do Curral e na estrada das Ginjas, no primeiro caso dizem que já avisaram ao consórcio internacional (que nós sabemos que tem pelo menos um oligarca), mas então foi assim tão de fácil? Sem direito a indemnizações. Gato escondido com o rabo de fora. Isto tresanda! Mais um parêntesis, e os notários privados de "amigos"? E os terrenos roubados?
Muitos estão a recuar à bruta na esperança que depois, ficando calados, isto passa. O silêncio que se sente no Funchal é de muitos apreensivos.
Enviado por Denúncia Anónima
Quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024
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