O Diamante: a avaliação e a valorização.



A INCM jamais atribui qualquer valor financeiro ou monetário às peças que avalia, tendo em conta que esse valor é subjectivo e pode depender de vários factores, como o trabalho artístico, a antiguidade ou o valor histórico, entre outros.

C uidado meus amigos, a comunicação social dos arguidos está a tentar vos iludir. Em bom português, e no caso do Diamante encontrado na casa do Calado, avaliar pela Casa da Moeda é determinar se o Diamante é verdadeiro, eles disseram que sim. Depois, o que não fizeram foi lhe atribuir um valor comercial. Portanto, sim é um diamante verdadeiro e, não, não lhe deram um valor. Quando a comunicação social do Farinha diz que afinal a Casa da Moeda não valorizou o Diamante, não significa que o diamante nunca foi à Casa da Moeda e que é uma mentira, simplesmente pegaram em meia verdade para destruir na opinião pública a ideia de que Calado tinha um diamante verdadeiro, o que daí pode advir várias leituras no seu contexto.

Sim, o Diamante é verdadeiro e não se sabe o valor, ele deve ser atribuído, como qualquer outro metal ou pedra preciosa, pelo mercado. No caso dos diamantes eles são valorizados com base em várias características conhecidas como os "4 Cs": corte (cut), cor (color), pureza (clarity) e quilates (carat weight). Pelo corte avalia-se a qualidade do trabalho executado sobre a pedra, qualidade do corte do diamante, incluindo proporções, simetria e polimento. É que um bom corte maximiza o brilho e a centelha do diamante. Torna-o mais vistosos e determina o engenho do lapidador. Pela cor, o diamante em causa, determina a sua posição numa escala de D (sem cor) até Z (amarelado ou acastanhado). Os diamantes com menos cor ("puros") são geralmente mais valiosos. A pureza é outro elemento de avaliação, sobre o que está dentro do diamante depois de lapidado, determinada a existência de impurezas ou imperfeições não acessíveis pela lapidação. Para isso há outra escala, que vai de FL (livre de inclusões) a I3 (inclusões visíveis a olho nu). Por último, o 4º C, temos os quilates, o peso do diamante. Um quilate é dividido em 100 pontos, um diamante de 0,75 quilates é conhecido como um diamante de 75 pontos.

Fora desta avaliação, há a forma que lhe dão à pedra lapidada e que pode gerar mais ou menos apetência comercial. A forma dos diamantes (depende do diamante em bruto), pode ser, nas formas mais vulgares, redondo, princesa, esmeralda, etc.

Cada país tem uma autoridade que pode emitir um certificado de autenticidade, o que valida as características do diamante e garante a sua qualidade. Valorizar não é com ela. No caso de Portugal é a Casa da Moeda.

Portanto, a Casa da Moeda avaliou e dissipou a dúvida se o diamante era natural ou sintético. É natural. A comunicação social do Farinha usou a não valorização para dizer, insinuar, afirmar meia verdade ou enganar os que têm menos capacidade cognitiva com títulos, sugerindo que o diamante nunca foi à Casa da Moeda.

Quem mais se diz oficial, a verdadeira notícia e que os outros são fake news estão numa "empreitada" de branquear os seus patrões e peões na opinião pública. Defecam notícias para uma "corrupção light", deve ser uma escala de corrupção para alguns continuarem na boa vida.

Avaliar não é valorizar. Por isso existem dois verbos.

Enviado por Denúncia Anónima
Sábado, 10 de fevereiro de 2024
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