D esde que a Justiça portuguesa finalmente se mexeu e veio ver o que se passava na Madeira, que tenho vindo a observar um comportamento estranho, nada ético nem imparcial do Diário de Noticias e do JM.
Desde que os investigadores à Madeira fizeram buscas e detenções que aqueles jornais não param de encher os seus cabeçalhos com frases a relativizar, a desculpabilizar e até a tentar inocentar os arguidos.
No inicio foram obrigados a noticiar a teia de corrupções, as detenções e até alguns dos indícios que vieram a lume, mas ultimamente insistem em veicular, através dos títulos que escolhem, a ideia de que afinal os detidos até são bons rapazes.
Reparem como esses jornais colocam escandalosamente nos títulos das noticias todos os pintelhos proferidos pelos advogados de defesa dos detidos:
- aquilo que parece não é
- é inaceitável tantos dias detenção, deviam aguardar o interrogatório em liberdade
- fulano está com muita força e motivado para esclarecer tudo
- o diamante tem valor desprezível
- o interrogatório está a correr muito bem
etc, etc, etc
A imprensa em vez de informar tenta ilibar. Não será isso uma forma de corrupção?
Porque é que o DN-M e o JM fazem o triste papel de caixa de ressonância dos advogados de defesa? Não se deviam limitar a informar? A imprensa na Madeira também quer fazer a defesa dos arguidos? Porquê?
Para quando uma imprensa livre na Madeira?
A opinião do juiz Black: Os fundadores da nação deram à liberdade de imprensa a proteção de que precisa, para cumprir o seu papel essencial na nossa democracia. "A imprensa deveria servir os governados, não os governantes. (...) Sabe o que o meu marido dizia das Notícias? Chamava-lhes o primeiro esboço da História".
Enviado por Denúncia Anónima
Quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024
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