E xmo. Senhor Presidente da Republica Portuguesa, antes de mais deixe-me que lhe diga que não conheço o protocolo de como me dirigir ao Supremo Magistrado da Nação, pelo que peço antecipadamente desculpas por qualquer erro ou lapso e, permita-me desde já, tratá-lo simplesmente por Excelência.
Excelência, sou português nascido e vivido na Ilha da Madeira, o que me faz à luz da Constituição Portuguesa, um cidadão de pleno direito. Mais considere V. Excelência que sou um português normal, igual a tantos outros, que pouco ou quase nada conhece das Leis.
Para que V. Excelência perceba o meu problema, saiba V. Excelência que para viver em paz com a minha consciência, chega-me o “não matarás e não roubarás” da lei de Deus.
Julgo que V. Excelência, profundo conhecedor das Leis, concorda comigo que a matemática é mais fácil de interpretar porque dois mais dois serão sempre quatro, enquanto a Lei pode ser interpretada de diversas formas e feitios conforme a destreza do colocutor.
Excelência, sem perder mais tempo com divagações e porque V. Excelência é um homem muito ocupado, venho expor-lhe um problema para o qual peço-lhe a superior atenção.
Como V. Excelência deve saber, o Sr. Presidente do Governo Regional da Madeira pediu a demissão pelos motivos que são públicos e que são do superior conhecimento de V. Excelência. O problema é que até à data ninguém percebeu se o Presidente está demitido, se há governo ou se vai haver eleições porque parece que estamos num limbo da democracia.
Sei que V. Excelência foi dirigente e militante do mesmo partido que suporta este Governo Regional, mas tenho a certeza que esse facto não moldará o seu discernimento de Presidente de todos os portugueses, onde se incluem os madeirenses.
Para que conste, e não sei se já percebeu isso, está em curso uma tentativa de golpe palaciano para manter o Governo Regional em funções, encostando V. Excelência à parede, para que a sua decisão seja aquela que pretendem, ou seja, perpetuar com um governo que perdeu toda a credibilidade.
Saiba V. Excelência que, estas pessoas que manobram os cordelinhos na penumbra dos bastidores, não são dignas da cidadania e a nossa esperança é que a Justiça seja rápida e sóbria.
A propósito, saiba V. Excelência que a Justiça na Madeira sofre de comodismo e astigmatismo, pelo que urge mudar os seus protagonistas para que a Lei seja aplicada com equidade.
Para terminar, era bom que aproveitasse a deixa e terminasse também com a figura do Representante da Republica, todos já vimos que é um despesismo público que não nos honra e que não serve para nada.
Na certeza que V. Excelência dedicará a melhor atenção ao apresentado e sem mais, apresento-lhe os melhores cumprimentos.
Um cidadão desiludido com a democracia do seu País.
Enviado por Denúncia Anónima
Quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024
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