Um governo para obras e menos ambiente.


A lbuquerque não teve em atenção as Alterações Climáticas na feitura da orgânica e composição do seu governo. Não lhe deu maior importância. O Prior pouco acerta e menos arrisca a confirmar mudanças no clima da Madeira, vai lendo registos. O PRR é uma oportunidade perdida para sermos mais resilientes, mas as alterações climáticas não vão falhar.

Creio que já se pode afirmar alterações observadas na Madeira, devido às alterações climáticas, incluem, desde logo o aumento das temperaturas, o aumento das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera não perdoam nem uma ilha no Atlântico. A alteração nos padrões de precipitação, no caso da Madeira, está-se a revelar por longos períodos de ausência e depois chuvas intensas e eventos de precipitação extrema concentrados, há aumento do risco de inundações e deslizamentos de terra, as obras tão aclamadas serão postas à prova.

O aumento do nível do mar devido ao derretimento das calotes de gelo e à expansão térmica da água do mar serão uma realidade. Isso pode afetar as zonas costeiras da Madeira, tornando-as mais vulneráveis à erosão e à inundação. Eu só penso na Praia Formosa que tem um mar traiçoeiro, mas e porque pararam a extensão da Pontinha? A natureza sempre mete medo?

Com certeza você na sua casa, se tem um jardim exposto, já percebeu que as suas plantas estão diferentes, há folhas que se queimaram nas últimas duas semanas como se de um incêndio se tratasse. Os nossos jardins precisam de maior atenção porque há espécies com muitos anos, que não podem ser deslocalizadas, e que vão entrar em stress. Para evitar acidentes meus senhores. As alterações climáticas vão afetar a flora e a fauna da Madeira. Pode haver deslocamento de espécies e impactos nas comunidades naturais, com algumas espécies sendo ameaçadas.

Não é novidade, o aumento das temperaturas e as alterações nos padrões de chuva aumentam o risco de incêndios florestais, o que é uma preocupação significativa para a Madeira devido à sua vegetação exuberante. Quer dizer... e ainda faltam os governantes sem sensibilidade. É preciso um plano para proteger a Laurissilva, vamos desviar-lhe a água e matar justamente a floresta que a retém? É preciso começar a falar nisto e na sustentabilidade, que não temos e vai piorar. Tudo tem de ser dimensionado para o que o futuro nos espera.

Não acredito no acertos dos estudos para o período 2080-2100, onde a Madeira terá aumentos da temperatura máxima entre os 2°C e os 3°C. Mesmo influenciados por El Niño, vai ser muito mais cedo, percebemos que há algo mais no calor que sentimos. Na Madeira prevê-se uma importante redução da precipitação anual, até cerca de 30% menos; bem como alterações significativas na sua variabilidade interanual e sazonal, circunstâncias agravadas pela limitada capacidade de retenção hídrica da região. Meus senhores vamos descer à realidade e acabar com os campos de golfe e outras megalomanias. A urgência é plantar, plantar e plantar com ciência, não permitir que os incêndios reduzam a resiliência da floresta da ilha e que atinjamos um ponto de não retorno. É verdade que temos invasoras, mas é preciso começar a pensar se a nossa floresta, extra Laurissilva, se não terá que receber espécies mais resilientes e que não são nativas. É preciso olhar para o clima dos outros e suas experiências.

Quando vejo glaciares a derreter percebo que são a parte mais visível das alterações climáticas, e que nós vamos ao mesmo ritmo, mas temos menos evidências.

Enviado por Denúncia Anónima
Domingo, 22 de Outubro de 2023
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