Redação do Inferno: a estagiária é Trans ou Travesti?


O diabo Lúcifer foi à redação do CM fazer o contraditório e um Facto-Cheque do MediaRAM.

O s jornalistas idóneos do blog mais lido pelos simpatizantes do PAN estão em pulgas, e coçam-se, vai entrar um novo elemento na redação! O Chefe de Redação anunciou que vai entrar uma estagiária, loura de olhos azúis que só não é madeirense porque os preços das casas na Madeira já são caras até para norueguês. Mas a senhora, com as medidas todas sem silicone, já com carteira profissional e bom domínio da área económica para fazer a cobertura das Bitcoinas do Presidente Albuquerque, vai precisar no entanto da uma ajudinha do Perverso, que é bom em contas, porque a expert dos rácios "não precisa de matemática para nada".

A Lésbica que é de olhão para estas coisas dos LGBTs e provas definitivas só com a mão, ao ver a nova colega toda produzida a entrar, disse ao Maneta que ia precisar da sua mão para ir lá ver se era "carne ou peixe", é que depois do caso da Miss Portugal, não quer chegar à casa de banho das mulheres com o assento da sanita todo mijado e culpar os colegas assumidos. O Perverso disse que tratava de averiguar mais acima se havia silicone na caixilharia este caso de anónimo de género.

Por cada momento em que ia avançar o teste do "tacto, aperto e AI!" (ora uma boa rúbrica para o CM), aparecia o Chefe de Redação a dizer para tratar bem a colega. Entretanto o Maneta disse à Lésbica que deveriam batizar o novo colega com um apelido, a colorida da redação, consultando o currículo, viu que a nova colega vinha de outro estágio de 3 meses no Governo Regional na secretaria do Superavit das Dívidas.

- Maneta, atendendo a que é um estágio nesta altura do ano, podemos batizar a colega de Broncho-Vaxom, chamamos durante 10 dias e descansamos 20 e repete-se por mais dois meses, a ver se ela aguenta a praxe. O Perverso ainda tentou Cicciolina e o Maneta com Mónica B. Os dois num lampejo de vanguarda atrasada disseram em conjunto: - mas isso é masculino. Ao que a Lésbica disse que também gostava de um apelido assim porque assume os genes masculinos das relações. Há sempre mulheres com mais tomates do que homens.

Entretanto, a Broncho-Vaxom, de saia, senta-se delicadamente depois de um exercício de equilibrismo nos sapatos de salto alto, de pernas abertas. A Lésbica ficou ainda mais desconfiada pelo fino recorte feminino. O Perverso começou a puxar conversa com a nova jornalista: então, em que secretaria foi assessora? A colega caiu que nem um pato e desembucha: - "saí da política porque me retirava o poder de crítica e porque a política é má e rasca". O Perverso disse que de facto o jornalismo era o melhor ambiente do mundo sem corta-fogo, com ar de galã, pronto a lhe saltar para a espinha e pensou, já não era sem tempo de termos uma mulher na redação, mas que contava com a concorrência da Lésbica, que queria à força que a nova colega fosse homem para o Perverso e o Maneta não ficarem com ela.

A Lésbica em mais uma tentativa de sacanear a nova "colega" perguntou: - então qual é a tua posição preferida? Submissa ou submissa fingindo ser a dominante? Eu gosto de ser dominante e dava-me jeito uma submissa, pareces ter jeito para isso.

E prosseguiu ... - querida como redigias um artigo se eu fosse uma Lésbica Trans casada contigo uma Lésbica Bissexual? Isso fazia de nós um BLT? (em inglês, sanduíche de Bacon, alface (Lettuce) e Tomate?

- Mór, minha Trans preferida, imagino que és bem diferente daqueles jornalistas que andam cá e lá entre o jornalismo e o governo para dar um jeito e fazer campanha, deixa-me ver a tua experiência Trans. Quantas pessoas Trans são necessárias para trocar uma lâmpada? Broncho-Vaxom responde: - apenas 1, mas elas têm de viver no escuro por dois anos para ter certeza de querer trocá-la. Depois recebe a opinião de dois eletricistas para ter certeza de que precisa de ser trocada. A Lésbica ficou siderada com a resposta, deram-te as perguntas ontem? És mesmo uma Trans funcionária pública.

Mas a Lésbica voltou à carga no Facto-Chque para não dar impreciso, a ver se a colega era uma Trans ou simplesmente um travesti: - olha, as mulheres Trans tomam Espironolactona como bloqueador de testosterona, o que pode causar um desejo extremo por coisas salgadas, querida queres comer o meu bacalhau com natas? Eu admiro as Trans mulheres, é preciso ter "colhões" para  fazer uma orquiectomia (tirar os testículos).

Perverso e Maneta soltam o desespero: - já estamos fartos de conversas de gajas e mariquices, vamos à tasca.

A Lésbica disse que era homem para ir à tasca, mas que ficava para tirar a limpo, tinha um déjà vu por um deslize da voz que lhe fez lembrar aquele jornalista a fugir numa passagem de ano com um homem louco para beijá-lo. Em mais um lampejo de vanguarda atrasada pensou, tu não me digas que aquele safado que anda cá e lá disfarçou-se para poder ter credibilidade no jornalismo no CM?!

Daí a 5 minutos já era viral nas redes sociais de que a estagiária era uma toupeira no CM, na tasca, quando o Maneta e o Perverso leram a revelação no telemóvel cuspiram-se uma Coral preta mini um para o outro.

A Lésbica disse ao Chefe de Redação que lhe tratava do estágio. - Vai-se dar o primeiro trabalho à estagiária, escolha um trabalho de entre o Sousa, o PSD ou o Farinha. Quando a estagiária ouvi isto, até o pau lhe caiu, ao que a Lésbica disse deixa estar porque isso prova que és Trans e não Travesti.

Esta peça foi supervisionada por Mónica Freitas