O ntem foi um dia escaldante para os lados de Santo António, à hora de almoço os Maritimistas foram surpreendidos com um pedido de demissão dos elementos da direção, ao fim da tarde à entrada da assembleia geral para apresentação das contas da SAD, foram recebidos com fogos de artificio gentilmente cedidos pelo grande maritimista Francisco do Esquadrão.
Em conversa com o visado, enquanto era transportado por agentes da PSP, a nossa equipa de jornalistas apurou que Francisco é disléxico e não sabe que os fogos servem para ser usados em momentos de celebração e não em momentos de introspeção, já na descida de divisão do Marítimo tinha lançado fogos, portanto, não se admire o caro leitor se um dia num funeral ou no meio de uma catástrofe apareça este senhor para lançar três ou quatro foguetes.
A imprensa regional, ainda baralhada com os acontecimentos, tentava a todo o custo passar a ideia que já conheciam e sabiam o que estava a acontecer. Um esforço inglório espelhado nas caras de surpresa maquilhadas pela máquina de propaganda interna do clube que mais uma vez tirou o tapete à imprensa.
O assunto “contas da SAD” passou para rodapé da necrologia juntamente com 300000€ de prejuízo e à tona estão vários assuntos, o mais falado é onde é que esconderam Rui Fontes.
O ainda presidente do Marítimo não pediu a demissão, não foi à assembleia geral da SAD e não atende os telefones a ninguém, a não ser quando o toque é “TRIM TRIM TRIM” ele ai atende porque é o irmão.
Há várias teorias sobre o seu desaparecimento, uma indica que está a caminho do Canadá para se reunir com o seu fiel parceiro Alex e pedir que o ajude, há ainda quem diga que está na Vila de Aves a tentar contratar Jorge Costa para seu defesa pessoal, as más línguas dizem que está entre quatro paredes vestido com a camisa do Marítimo a falar sozinho à procura de soluções.
A mais credível é que os órgãos sociais estão a protege-lo dos holofotes do descontentamento enquanto este prepara o seu regresso tal qual fénix renascida do fogo da discórdia.
A realidade é que neste momento o CSM está sem direção e muitas perguntas se levantam, uma delas feitas pelo João Canada na sua página do Facebook, “E agora? Novas eleições…” o Speaker do Marítimo teme pelo futuro. Nós respondemos João!
Os cenários são vários, sem direção podem ser convocadas eleições apenas para o órgão demissionário, ou seja, o presidente da Assembleia Geral pode convocar eleições só para a Direção do Clube, outra possibilidade passa pelos restantes órgãos sociais se demitirem e serem convocadas eleições gerais, outra possibilidade é ser criada, pelo presidente da AG, uma comissão administrativa composta por ilustres Maritimistas para gerir o clube até ao fim do mandato.
A assembleia geral destitutiva requerida pelo Carlos Gomes e seus 50 pares fica sem efeito e agora abre-se a nova página do marítimo sobre quem serão as listas candidatas. Carlos André Gomes (O Cesar) leva consigo Miguel Gouveia e Jorge Freitas (filho do Jorginho) numa “joint venture” para liderar os destinos verde-rubros , uma candidatura que mais faz lembrar uma capoeira e que não tem nada para resultar e que serve de alerta para os Maritimistas não cometerem o mesmo erro duas vezes e que esperemos não acabe com 7 facadas nas costas deste triunvirato da desgraça.
Suzana Rodrigues a “Sportinguista” leva os seus dois leões de peito aberto para uma candidatura que promete, entre outras coisas, uma mão cheia de nada começando pela lista composta por ninguém, alguém, e quem sabe mais um, a sua entrevista é um mero discurso egocêntrico, perdido em realidades desconhecidas de alguém que acha que vai gerir um salão de beleza no Pinheiro das Voltas.
Miguel Caires “O Benfiquista” é como aquele bloco de fezes que fica preso, por falta de hidratação entre o intestino grosso e a saída do Ânus, ele quer sair, quer fazer o seu trabalho mas fica ali preso, deita a cabecinha ameaça com um cheirinho e dor mas depois recua, vai ser necessário um poderoso laxante para se entender o tamanho daquilo, ou seja, se é candidato ou se anda a fazer favorzinhos a alguém.
Outro candidato será certamente Rui Fontes “o Napoleão”, foi sem dúvida um grande guerreiro na pré historia, mas incorporou o papel de imperador numa era de repúblicas democráticas e acabou em desgraça, contamos que saiba se manter longe da ribalta e mais que tudo, longe do Marítimo.
Nos cafés pede-se a candidatura de Luís Miguel Sousa “o Desejado”, é unanime por todos os maritimistas que seria a candidatura necessária a mudar o rumo do clube, o homem com a capacidade intelectual, financeira, gestão e “imunitária” para manter o marítimo a par e passo mas, não lhe peçam mais que isso, não é homem de modernices nem de andar à frente dos outros, seria um marítimo de meia tabela sem grandes ambições, estável mas nada mais que isso.
Duarte Pontes “o Manhoso” era um dos nomes que andaram na calha para uma lista, mas é uma espécie de “pisca pisca”, não se consegue perceber se é candidato, se não é, se apoia se não apoia, se é a favor ou contra, o mais certo é acabar absorvido por uma das listas que irão aparecer e se fazer de morto.
Por fim, Carlos Batista “O Midas” seria sem dúvida a solução para o marítimo do futuro, desde que apareça sem Rui Fontes atrelado, tem a reconhecida capacidade de transformar dividas de 3 ou 4M em 300.000€ e isso é um toque que não está ao alcance de todos, seria a cara da modernização que o marítimo precisa, desde que devidamente assessorado poderia colocar o CSM na rota dos clubes europeus mas sempre à custa de mudanças que não seriam bem aceites internamente porque iriam implicar uma reestruturação corporativa que iria sanar muitos vícios e interesses instalados.
O futuro ditará quem é que dará rumo ao marítimo tendo sempre em conta que, metade do património do clube está na posse de Carlos Pereira e seus caciques, que o estádio é um sorvedor de dividas, que a equipa principal tem de subir de divisão, que o futebol feminino e restantes camadas jovens têm de se manter no nível que subiram, que as amadoras têm de ser reestruturadas urgentemente, que os sócios devem continuar a ter uma palavra ativa na vida do clube e que o marítimo é e terá de ser sempre uma imagem da Madeira dentro e fora de portas e nunca jamais poderá ficar refém de um homem ou mulher.
Maritimistas, é hora de se unir, pagar as quotas e votar em consciência e sem deslumbres, com sorte o ato eleitoral fica agendado para dia 25 de novembro.
Enviado por Denúncia Anónima
Sexta-feira, 20 de Outubro de 2023
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