É preciso coragem para mudar a Igreja na Madeira.


G ostaria de efetuar uma nota (...) sobre uma situação que merece ser publicada pela comunicação social, podendo ser devidamente validada e investigada através do contacto entre os residentes e praticantes católicos da freguesia dos Canhas, Madeira. 

A situação em concreto diz respeito ao facto do Padre Humberto Mendonça, que foi nomeado para as igrejas dos Canhas e Carvalhal , não prestar o devido serviço religioso à população da freguesia. 

Nos últimos anos tem-se verificado que por diversas vezes o referido padre não comparece nas missas, não avisando antecipadamente que não irá estar presente. Em algumas dessas situações que a igreja está cheia de gente e o padre não aparece, algumas das beatas realizam parte da cerimónia religiosa, algo que não deveria ser permitido.

Ainda recentemente existia um funeral e depois da igreja estar cheia de gente e com o falecido lá dentro o padre não apareceu. Foi preciso as pessoas que lá estavam contactar outro padre para vir celebrar a missa do falecido, o que demonstra uma total falta de respeito pela família e pelas pessoas que lá estavam. 

Para além disto, o padre agenda cartório para tratar de situações com as pessoas, só que no dia que está marcado, ele nunca aparece, desliga o telemóvel e não abre a porta da casa paroquial. Há relatos de pessoas que querem pagar missas ou agendar celebrações que estão há vários meses à espera de resposta do padre. E ainda outras pessoas que queriam fazer celebrações na igreja e que a espera foi tanta que desistiram e foram para outras paróquias.

O padre alega que tem problemas de saúde, mas isso não é motivo para ignorar as pessoas e pelo menos avisá-las que não pode dar missa, nem pode estar presente nos cartórios. Simplesmente existe uma falta de respeito pelos fiéis que são ignorados e deparam-se com a porta da igreja e do seu escritório fechadas quando existe missa ou cartório. 

De referir também que o ano passado o padre implementou uma tabela de preços dos serviços da igreja e apelou ao controlo dos festejos dos casamentos, citando na própria missa que " quanto mais arroz os convidados lançarem para o adro da igreja mais taxas de limpeza os noivos vão ter de pagar", transformando o casamento simplesmente numa celebração que ele iria cobrar taxas por diversos serviços. De igual forma, o padre está sempre a apelar à boa vontade das pessoas para darem dinheiro à igreja, mas os fiéis nunca vêem nada de novo efetuado pela paróquia nem onde é aplicado os donativos das pessoas.  

A diocese do Funchal tem conhecimento de todas estas situações e continua a ignorar a inércia deste padre, nada fazendo. A população desespera que seja nomeado um novo padre que volte a trazer alguma fé aos seus fiéis e uma maior dinâmica nos atos e celebrações católicas, uma vez que tudo isso foi perdido e cada vez mais existem menos praticantes católicos na freguesia.

De referir que o padre Humberto Mendonça esteve envolvido no passado numa polémica de escândalo sexual, no qual manteve um relacionamento com um dançarino cubano que depois lhe extorquiu dinheiro, tendo o caso sido levado a tribunal. Esta situação gerou uma grande polémica junto dos restantes padres, apesar de a Diocese nada ter efetuado para limpar a boa imagem da igreja católica, deixando o padre Humberto continuar a exercer a sua atividade como se nada tivesse passado.

Para finalizar apenas referir que pessoas têm medo de se pronunciar publicamente acerca desta situação, para não verem o seu nome exposto, daí que é importante que a comunicação social investigue esta situação e publique nos diversos meios, por forma a demonstrar a revolta das pessoas perante Diocese do Funchal que demora em tomar a decisão ansiada pela população que é substituir o padre Humberto Mendonça, por outro que volte a dar uma nova dinâmica às paróquias dos Canhas.

Obrigado.

Enviado por Denúncia Anónima
Sexta-feira, 20 de Outubro de 2023
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